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Strain miocárdico: o exame que enxerga o coração mais cedo

O Strain miocárdico, ou estudo da deformação miocárdica, é uma análise feita junto com o ecocardiograma. Ele mede como cada parte do músculo do coração se encurta e se alonga a cada batimento e pode mostrar alterações antes que a força do coração diminua.

Em resumo

  • É feito sempre junto com o ecocardiograma, no mesmo exame.
  • Mede a deformação do músculo do coração, região por região.
  • Detecta alterações precoces, antes da queda da fração de ejeção.
  • É muito usado no acompanhamento da quimioterapia e de doenças do músculo cardíaco.

O que é o Strain?

Strain, em inglês, quer dizer deformação. A cada batimento, o músculo do coração se encurta para bombear o sangue e depois relaxa. Com uma técnica chamada speckle tracking, o aparelho de ecocardiograma acompanha pequenos pontos do músculo nas imagens e calcula, em porcentagem, o quanto cada região se deforma.

O resultado mais usado é o strain longitudinal global (GLS, na sigla em inglês), que resume a deformação de todo o ventrículo esquerdo. O exame também gera um mapa em cores, chamado de "olho de boi", que mostra as regiões que se contraem bem e as que estão comprometidas.

Qual a diferença para o ecocardiograma comum?

O ecocardiograma convencional avalia a força do coração principalmente pela fração de ejeção, que indica quanto sangue é bombeado a cada batimento. Ela é muito útil, mas costuma cair só quando o dano ao músculo já é maior. O Strain é mais sensível: pode mostrar alterações iniciais quando a fração de ejeção ainda está normal. Por isso, os dois se complementam.

Quando o Strain é indicado?

  • Quimioterapia e radioterapia: alguns tratamentos contra o câncer podem afetar o coração. O Strain ajuda a acompanhar o coração antes e durante o tratamento e a identificar alterações cedo, quando ainda é possível agir.
  • Doenças do músculo cardíaco, como a cardiomiopatia hipertrófica e a amiloidose cardíaca.
  • Doenças das válvulas, para ajudar a definir o melhor momento do tratamento em alguns casos.
  • Hipertensão e diabetes, para detectar sinais iniciais de comprometimento do músculo.
  • Atletas, para ajudar a diferenciar o coração de atleta de uma doença do músculo.
  • Insuficiência cardíaca e após o infarto, como informação complementar.

Como o exame é feito?

Do mesmo jeito que o ecocardiograma: deitado, com gel e o transdutor apoiado no peito. O Strain é calculado a partir das imagens do próprio exame, por isso não é feito de forma isolada: na Ecocardio, ele é sempre realizado junto com o ecocardiograma. O preparo é o mesmo: não precisa de jejum, e vale levar exames anteriores, principalmente para comparar a evolução.

Strain miocárdico em João Pessoa, na Ecocardio

O Strain é feito nas unidades Tambauzinho e Bessa. O ecocardiograma pode ser pelo convênio ou particular; o Strain é sempre particular.

Perguntas frequentes

O Strain é um exame separado do ecocardiograma?

Não. Ele é uma análise feita a partir das imagens do ecocardiograma, no mesmo exame. Na Ecocardio, é sempre realizado junto com o eco.

O convênio cobre o Strain?

Na Ecocardio, o Strain é sempre particular. O ecocardiograma, feito junto, pode ser coberto pelo convênio.

Quem faz quimioterapia precisa fazer Strain?

Depende do tratamento e do risco de cada paciente. O oncologista e o cardiologista definem se o acompanhamento com Strain é indicado e com que frequência.

Qual é o valor normal do Strain?

Os valores de referência variam conforme o aparelho e o programa usados. Como orientação, em pessoas saudáveis o strain longitudinal global (GLS) costuma ficar em torno de -20%; o sinal de menos indica que o músculo se encurta. Por causa dessas diferenças, o mais importante é a interpretação do médico e a comparação com exames anteriores feitos no mesmo aparelho e com o mesmo programa.

Referências

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Dr. Helder Gomes
Escrito porDr. Helder Gomes

Cardiologia · Ecocardiografia

CRM/PB 8700 · RQE 7094 · 7095 · 7093

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